segunda-feira, 25 de maio de 2015

Inclusão de crianças com deficiência no ensino regular da Guiné-Bissau

UE apoia inclusão de crianças com deficiência no ensino regular da Guiné-Bissau

A União Europeia (UE) vai desenvolver um projeto educativo na Guiné-Bissau para promover a inclusão de crianças com deficiência no sistema regular de ensino, anunciou hoje a delegação da UE em Bissau.


O projeto Advocare vai ter a duração de três anos e conta com um financiamento de cerca de 540 mil euros, dos quais 90% são mobilizados pela UE e 10% pela Associação Guineense de Reabilitação e Integração dos Cegos (AGRICE).
A AGRICE vai também coordenar a execução do projeto.
Entre as ações previstas, destaca-se a criação de um Centro de Recursos Educativos.
O centro vai funcionar como "infraestrutura de suporte às atividades de ensino e aprendizagem", de modo a permitir o acesso dos professores e alunos a novos "recursos e materiais didáticos", anunciou a UE.
As instituições educativas parceiras vão também "poder usufruir de partilha de recursos acrescidos para o ensino e aprendizagem".
Está igualmente prevista a criação de um conjunto de materiais para as necessidades educativas especiais e caixas de biblioteca para animação de leitura.
Em paralelo haverá iniciativas de formação com vista à promoção do direito à educação das crianças e jovens com deficiência, implicando a sensibilização, a informação e a formação de agentes da comunidade.
Estes agentes deverão depois tornar-se "veículos de promoção do ensino inclusivo e exercerem pressão sobre as escolas, os pais e as famílias das crianças com deficiência para a integração escolar", defende a UE.
Para além de crianças com deficiência, o projeto Advocare beneficiará 54 professores e agentes educativos, 143 agentes comunitários em Bissau, Bafatá e Gabú e 45 técnicos e dirigentes de ONG e de instituições de formação de professores.
O projeto conta também com a participação da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

Fonte: Sapo.Pt
http://www.sapo.pt/noticias/ue-apoia-inclusao-de-criancas-com-deficiencia_554b725ec064581b45421a59

Programa de inclusão dá emprego a jovens

 Programa de inclusão dá emprego a jovens

Meu Novo Mundo, da Fiesp, colocou 405 deficientes no mercado de trabalho em três meses






Três meses após ser lançado, o programa  Meu Novo Mundo, desenvolvido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, conseguiu empregar 405 candidatos.

Em 90 dias, foram 2.141 deficientes cadastrados. As 26 empresas participantes do projeto pioneiro empregam 18% dos inscritos, percentual considerado muito positivo pelos idealizadores do Meu Novo Mundo, principalmente por conta da crise econômica enfrentada pelo país que atinge, em especial, o emprego em praticamente todos os setores.
Para o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, os resultados vão além do almejado. “O sucesso que a gente esperava ultrapassou um pouco. Nós tínhamos a ideia de capacitar pessoas, mas nós nunca imaginamos que íamos mexer com a sensibilidade dessas pessoas e mexemos muito. Elas se tornaram felizes e entenderam que têm oportunidades reais de trabalho”, disse.
Além de oferecer aos deficientes físicos a oportunidade de ter um registro na carteira de trabalho, o programa tem, também, uma outra missão: despertar o talento esportivo dos participantes. Todos são orientados por profissionais especializados do Sesi-SP, que atualmente conta com um quadro de 150 atletas paralímpicos, incluindo medalhistas nacionais e internacionais.  Eles vão ministrar palestras aos participantes.
O que a empresa ganha/ O programa é realizado em conjunto com a Sert-SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) e prevê a contratação de aprendizes por três anos. Eles são remunerados e também podem participar dos concursos no Senai-SP. Além disso, recebem aulas de cidadania e desenvolvimento pessoal, necessárias no ambiente de trabalho.
As empresas, igualmente, recebem benefícios. Entre eles: garantia jurídica, por um acordo firmado entre a Fiesp e o Ministério do Trabalho, de que será adiada a cobrança em igual número do cumprimento da cota de pessoas com deficiência, desde que respeitadas as normas da fiscalização e inclusão gradativa de deficientes durante o programa.

Fonte: Diário De São Paulo
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/82161/programa-de-inclusao-da-emprego-a-jovens

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Remover Barreiras: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência promove inclusão e equidade

Brasília, 3 de dezembro de 2012 – Desde 1992, o dia 3 de dezembro marca o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência com o objetivo de alertar a população sobre os desafios diários enfrentados por essa parcela da população. Mais de um bilhão de pessoas, ou cerca de 15% da população mundial, vivem com algum tipo de deficiência, segundo dados das Nações Unidas.
O tema do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência deste ano é “Remover barreiras para criar uma sociedade inclusiva e acessível para todos”. E justamente com o intuito de somar esforços na inclusão de crianças com deficiência, o UNICEF no Brasil vem desenvolvendo uma série de estratégias, junto com parceiros da sociedade civil e governos, para que meninas e meninos que vivem com qualquer tipo de deficiência tenham seus direitos plenamente garantidos. Tais ações contribuem com programas do governo federal como o Viver Sem Limites, lançado há pouco mais de um ano e que pretende beneficiar mais de 45 milhões de brasileiros que vivem com alguma deficiência.
Selo UNICEF – Na última quinta-feira (29/11), 400 municípios da Amazônia Legal e do Semiárido Brasileiro receberam o Selo UNICEF Município Aprovado por ter promovido importantes avanços na vida de suas crianças e seus adolescentes. Um dos indicadores avaliados pelo UNICEF no Brasil que mais mostrou avanço foi a inclusão na escola de crianças com deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ou seja, que vivem em famílias com renda per capita de até ¼ de salário mínimo.
Em 2007, apenas 23,2% destas crianças estavam na escola nos 1.265 municípios inscritos no Selo. Em 2011, passou para 61,3%, garantindo o direito à educação a mais de 46 mil crianças. Nos 534 municípios da Amazônia participantes do Selo, o indicador passou de 21,9% para 59,7%, o que significa mais 25,9 mil crianças com deficiência na escola.
Copa de 2014 – O UNICEF e o Instituto Rodrigo Mendes estão desenvolvendo uma estratégia de capacitação e mobilização de educadores da rede pública de ensino das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Até meados do ano que vem, 360 educadores serão capacitados para desenvolver um plano de ação de inclusão de crianças com deficiência por meio do esporte. Nas 12 cidades, cerca de 60 mil crianças com deficiência frequentam a escola.
As experiências desenvolvidas serão sistematizadas em uma publicação e darão origem a um seminário internacional sobre inclusão de crianças com deficiência na escola, que será realizado em 2014.
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – As pessoas com deficiência enfrentam barreiras para a participação plena na sociedade. Tais barreiras se manifestam das mais variadas formas, nos ambientes e estruturas físicas, nas tecnologias de informação e comunicação (TIC), no acesso ao trabalho, até mesmo nas legislações e política públicas. O resultado é que as pessoas com deficiência não têm acesso pleno à sociedade ou a serviços, incluindo educação, emprego, saúde, transporte, participação política ou justiça.
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), da qual o Brasil é signatário, reconhece que a existência de barreiras constitui um componente central na garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
Acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência são direitos fundamentais reconhecidos pela Convenção. Ela convida os Estados Membros a tomar medidas apropriadas para assegurar que essa parcela da população tenha acesso a todos os aspectos da sociedade, em igualdade de condições, bem como identificar e eliminar os obstáculos e barreiras à acessibilidade.
Apesar disso, em muitas partes do mundo, ainda faltam consciência e compreensão da acessibilidade como uma questão de desenvolvimento transversal. Por esse motivo, a negação de direitos a pessoas com deficiência continua a ser um obstáculo à realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em todo o mundo.


Fonte: Fundo das Nações Unidas para a Infância
http://www.unicef.org/brazil/pt/media_24628.htm

Entrevista com um Educador que leciona para um aluno com Necessidades Especiais


Entrevistado (a): Silvia Barnabé, Psicopedagoga, Habilitada em Educação Especial

Entrevistador (a): Jaqueline Gouveia, estudante de pedagogia, 2º ano.


1)       Qual sua Formação Docente?
Pedagogia, habilitada em Educação Especial, deficiência mental e auditiva, em Educação Infantil e gestão e pós-graduada em psicopedagogia.

2)      Na Escola onde você leciona possui cuidadores para os alunos com necessidades Especiais?
Os alunos NEE são acompanhados em tempo integral por especialistas em educação especial, que os auxiliam na realização de atividades propostas para a turma, na qual faz parte. Na sala onde leciono tem um cuidador que auxilia o especialista precisa dar suporte para os outros alunos.

3)      Você enquanto educador sente apoio da Gestão Escolar?
Sim trabalhamos em parceria com a Coordenação e Direção Escolar, todas as solicitações, desde orientação, até a compra de materiais são providenciadas, alem disso contamos com o auxilio da professora itinerante que auxilia na realização de documentações e nos planos de trabalho.

4)      Você conta com recursos para suas aulas?
Sim, conto com materiais de apoio fornecidos pela rede, porem alguns fogem da realidade e da capacidade de compreensão tornando-se às vezes sem funcionalidade. Prefiro confeccionar os materiais para trabalhos mais específicos com meu aluno a partir da sua realidade e da sua necessidade.

5)      Como foi a primeira experiência sua com alunos com NEE em sala de aula?
Como sempre trabalhei com Educação Especial, no inicio foi bem posso dizer que foi um pouco impactante, uma vez que no Ensino especial, tudo é voltado para o aluno, o currículo é trabalhado de maneira diferente que no ensino comum, as exigências são maiores por conta da proposta pedagógica, onde o professor precisa encontrar meios para o aluno com NEE possa acompanhar o mesmo conteúdo dos demais colegas.


Conclusão do Entrevistador (a):


Crianças com deficiência encontram diferentes formas de exclusão e são afetadas por elas em níveis diversos, dependendo de fatores como o tipo de deficiência, o local onde moram e a cultura ou a classe social a que pertencem, no caso relatado acima pela Educadora podemos evidenciar que se trata de uma profissional com vasta experiência na área da Educação Especial, e na historia por ela relatada tem apoio da gestão Escolar, embora longe ainda de ser considerado um processo de totalmente inclusivo, tem  em seu dia a dia um ambiente considerado satisfatório para realização do seu trabalho.   

Entrevista III





 Entrevistado (a): Daniel Cristian de Souza 9 anos,5º ano  estudou na EMEF Sebastião de Oliveira Rocha

Entrevistador (a): Sofia Cavinato, estudante de pedagogia, 2º ano.




1)      Porque seu amigo é diferente?
É porque ela é diferente física e mental, tem as pernas tortas e sem      firmeza e as mãos também.
  
2)      Como iniciou sua amizade?
Estavam todos brincando no recreio e de repente ela me acenou me chamando para brincar junto e daí em diante começou nossa amizade.

3)      Como você trata seu amigo especial?
 Eu a trato bem, pois, a gente se da muito bem, ela se tornou minha melhor amiga, sou quase que única amiga dela na escola, ela não recebe muita atenção dos amiguinhos devido as suas dificuldades, mas eu dou toda a atenção para ela.

4)      Vocês se divertem juntas?Quais brincadeiras?
Sim bastante, ela gosta de brincar de pega-pega.

5)      Vocês são amigos fora da Escola?
Sim sempre nos encontramos em outros locais fora da Escola e ela também costuma frequentar minha casa.


Conclusão do entrevistador (a):


Podemos evidenciar nesse caso que a criança entrevistada (Cristian), tem pouca aceitação diante dos amigos da Escola onde estuda, devido a suas necessidades especiais, dificultando assim seu processo de inclusão. Sabemos também que  para o desenvolvimento físico e intelectual saudável de qualquer criança, é fundamental ter acesso à participação na comunidade e a opções educacionais, culturais e recreacionais, podendo afirmar portanto que Cristian tem um longo processo para sua  total inclusão dentro do ambiente escolar como também na sociedade em geral,e  desfrute de seus direitos de maneira p plena e equitativa.

Entrevista II





Entrevistado (a): Lívia dos Santos, 10, 5º ano, Escola Municipal João Solimeo.
Entrevistador (a): Lilian Regina da Silva, estudante de pedagogia, 2º ano.



1)      Porque seu amigo e diferente? 
       Minha amiga e diferente porque ela não tem metade de um braço e nem a mão esquerda.
2)      Como iniciou sua amizade?
Iniciou na rua da minha casa, pois éramos vizinhas depois fomos estudar juntas na mesma classe.

3)      Como você trata sua amiga?
Quando a conheci achei estranho, pois ela não era igual a mim, faltava um pedaço do braço e a mão, não foi de inicio que aceitei, mas com o tempo fui acostumando e vi que era uma deficiência,pois faz tudo que faço ,ate mesmo na escola.

4)      Você se diverte em brincadeiras com ela?
Sim, nas aulas de educação física brincamos de bola, na hora do recreio corremos bastante brincamos de pega-pega mesmo ela sendo diferente nos divertimos bastante.

5)      Vocês são amigas fora da escola?
Sim, pois somos vizinhas brincamos bastante de boneca, joguinho no computador e outras coisas, fazemos tarefa de casa junta, Fernanda é minha grande amiga.




Conclusão do entrevistador (a):


No decorrer da entrevista com Lívia pude observar certa resistência um receio ao falar da deficiência de Fernanda, mesmo sendo amiga dela e bem próxima, não queria entrar muito em detalhes, Percebi que havia um pouco de preconceito, pois perguntei, quando moça a amizade delas continuaria pra sair juntas paquerar etc. Ela não quis responder, ficou com um olhar estranho e abaixou a cabeça. Respeitei sua atitude, pois se tratava de uma criança e encerrei a entrevista.